Impacto da greve dos caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros deixa um legado importante. Primeiro, ficou claro que o nosso colonialismo nos deixou vulneráveis.
Foi a maior crise de desabastecimento de combustíveis em 2 décadas. Mais de mil pontos de rodovias foram bloqueados durante a greve
Constatamos que todo sistema de abastecimento depende do caminhão, do óleo diesel e da estrada asfaltada. Isso é insustentável para a economia e para a democracia. A primeira missão é investir seriamente em sistema híbrido de transporte, misturando os modais: navegação de cabotagem, ferrovia, a hidrovia, com cuidado, para não tratar mal a nossa água.

O outro legado é político. Estamos numa fase que cada vez mais os movimentos de indignação surgem de forma espontânea. O sistema político não nos representa, porque é analógico.
Pelo menos três lições de casa ficam como aprendizado da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias:

* A necessidade de políticas públicas que busquem alternativas de outras matrizes energéticas, e que sejam sustentáveis.

* O estímulo a novos modais para escoamento da produção. A prioridade ao modelo rodoviário revelou-se ineficiente. E está esgotado.

* Avanço no debate que envolve o embate político, natural e próprio da democracia. Os governos precisam ouvir mais. Os movimentos, por sua vez, evitar a radicalização.
E assim caminha o nosso pais, gritando por mudanças

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