6 segredos dos currículos indispensáveis

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  1.  Têm objetivo claro?
    O mercado vive uma era de especialização crescente: as empresas buscam profissionais com competências cada vez mais específicas, para resolver os seus problemas. O resultado disso é que os currículos precisam se tornar menos genéricos e mais precisos para chamar atenção.
    O recrutador tem pouco tempo a perder, então precisa saber rapidamente qual é a área-foco do candidato. Não basta escrever algo vago como “finanças,” por exemplo.Explique o escopo do seu trabalho de forma sucinta, mas completa. Currículos muito generalistas, que parecem serem feitos para ocupar qualquer posição, costumam ser os primeiros descartados.

     

  2. São curtos e limpos?
    Como precisam analisar muitos CVs em pouco tempo, os recrutadores tendem a preferir documentos mais objetivos e sucintos. É preciso dizer o máximo com o menor número possível de palavras, em até duas páginas.
    A mesma economia deve valer para o aspecto visual do currículo. Evite colunas, tabelas e cores excessivas. Prefira um formato limpo, que seja fácil identificar as principais informações sobre você. O design do currículo é mais importante do que parece. Até um detalhe tão sutil quanto a fonte do texto, como a clássica Arial ou a detestada Comic Sans, carrega recados subliminares sobre quem você é.
  3. São customizados?
    Em vez de elaborar um único CV e usá-lo em todos os processos seletivos, é mais estratégico criar várias versões do documento, adaptando o conteúdo de acordo com as exigências de cada contratante. Ajustar o currículo às especificidades da vaga aumenta a pertinência da sua candidatura.
    Esse detalhe ajuda a resolver um dos maiores “dramas” dos recrutadores em tempos de crise e escassez de recursos: a impossibilidade de fazer uma contratação malsucedida.Se você evidencia os pontos de encaixe entre você e a empresa, fica mais fácil para o recrutador avaliar se você é adequado ou não para a vaga. As duas partes ganham tempo.
  4. Trazem afirmações embasadas?
    O seu currículo ganhará pontos em atratividade se incluir informações comprovadas sobre aptidões, experiências e resultados.
    Tem inglês fluente? Mencione um certificado de proficiência na língua. Alavancou as vendas do setor no seu último emprego? Dê a porcentagem de crescimento que você ajudou a promover.
    O seu currículo será mais persuasivo à medida que houver dados — de preferência numéricos — para provar o que você diz. 
  5. Formam uma narrativa coerente?
    O currículo deve contar uma história com começo, meio e fim. Mudanças bruscas de área, experiências avulsas e desconexas, lacunas sem explicação: todos esses elementos criam dúvidas e afastam recrutadores.
    Idealmente, a carreira do candidato deve ser composta por movimentos harmônicos entre si, mas isso não é o bastante. Precisa haver uma simetria entre o histórico daquele profissional e as características da vaga. O recrutador deve enxergar a relação entre o objetivo da pessoa e o que ela desempenhou na carreira até aquele momento.
  6. Dão destaque para idiomas?
    Outro segredo dos currículos que funcionam como “ímãs” de recrutadores são as competências linguísticas do candidato — o que vale para praticamente todas as áreas de atuação. Afinal, cada vez mais empresas precisam de candidatos fluentes em um idioma estrangeiro, em especial o inglês.
    Se você realmente tiver essa competência, dê bastante destaque a ela e inclua certificações, se tiver. Mas não vale mentir. Se o seu nível de inglês for intermediário, não diga que ele é avançado. Candidatos que maquiam habilidades no currículo são facilmente desmascarados na etapa da entrevista – isso sem falar no desgaste que a mentira causa à sua reputação perante o mercado.
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